quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Marionete era a sua avó!

Afora a questão política, o que se constata, o tempo todo, é uma velha e boa articulação difamatória, com o objetivo de desqualificar a figura feminina de Dilma Roussef, que é costumeiramente descrita, como: dependente, pequena, infantilizada, submetida, sentada na cadeirinha do banco, tutelada por Lula. Falam dessa mulher como se o gênero feminino não pudesse desempenhar outra função que não aquela, históricamente marcada, de permanecer atrás de um homem maior e superior, que exerce as funções ora de pai, ora de marido, avô, e, por que não, a de chefe. No caso de Dilma, alguns querem posicioná-la, literalmente, na cadeirinha infantil do patriarca, humilhada pelas esferas conservadoras e comandada pelo capitão-mor da nação, que mandará mesmo em ausência, já que é mais poderoso. Todavia, não se deve cair nessa por ingenuidade! As ordens do discurso já são conhecidas. O que causa espanto é que ainda hoje, em pleno século XXI, as mulheres são abertamente desqualificadas, todas as vezes que tentam ter acesso aos poderes maiores constituídos. Tudo isso é ridículo, sobretudo quando uma parte significativa das próprias mulheres,refrexo de uma sociedade machista e ensimesmada, ainda não se deu conta de que a maior revolução do século XX foi a transformação do feminino, dentro da estrutura social organizada. O que pode contribuir para uma nova percepção das mulheres é a consciência de que a montagem desses discursos desqualificadores não passa de um jogo de poder, veiculado em larga escala pelas forças conservadoras, que não têm a menor intenção de abrir mão da gestão nem da distribuição das riquezas. É preciso que as próprias mulheres desprezem esse dircurso ultrapassado e decadente, que hoje apenas convence aqueles e aquelas que querem e que se deixam ser convencidos, por conveniência ou alienação, haja vista que se apoiam em histórias malcontadas, que distorcem as possibilidades e subestima a capacidade de perceber as estratégias sujas para manutenção do poder, a qualquer preço.

3 comentários:

Dorly Neto disse...

Assino embaixo e faço uma ressalva: como falar que essa mulher é uma marionete, logo ela que tem fama de fazer Ministro chorar depois de reunião? =)

Mulheres no poder é o que há!

Amanda disse...

E tem também aqueles que a criticam por ser agressiva, ambiciosa, severa - caracteristicas que normalmente seriam apreciadas em um politico. Mas so se for homem, claro!

M. A. D. disse...

Como lhe disse pessoalmente, não conhecia seu blog. Essa é minha primeira visita, primeira leitura e já gostei.